19.11.13

"Contos" da loucura normal

 



 






«Michael Noonan, ministro das Finanças do governo irlandês, declarou ontem que receava que o processo negocial do eurogrupo para um programa cautelar para Dublin «acabasse por prejudicar a reputação do país.(...) Tinha medo de poder acabar em Bruxelas, às três da manhã, lá para Dezembro, com um caso de sucesso transformado numa espécie de crise irlandesa.» Perceberam melhor a objectividade desses defensores da zona euro, e as suas opiniões ad-hoc? Gostam do processo? Confiam nesta gente? Gostam de os tratar por tu?»


 


Medeiros Ferreira, Córtex Frontal


 


 


«Ouvido na rádio: não sei quantos funcionários públicos "escapam" aos cortes, porque ganham entre 600 (proposta inicial) e 675 (proposta final). "Escapam"? Pois é, é nas palavrinhas que se transmite muito da ideologia do poder. O verbo "escapam" indicia que, ao terem sido isentos dos cortes previstos, ou estão a gerar uma injustiça ou a fugir, a "escapar", a uma obrigação qualquer (como se "esacapassem" aos impostos ou da prisão.) É assim que se gera a normalidade "equitativa" das "poupanças" onde só há anormalidade punitiva dos cortes.»


 


José Pacheco Pereira, Abrupto


 


 


«Segundo informação que corre no site Forum Cidadania LX no facebook, a CML vai mesmo autorizar a demolição do Odeon. Pouco importa o belo palco, o tecto de madeira do Brasil, a iluminação de neon importada da Alemanha nos anos 30. Tal como a escória mandante nos tem habituado - poupar adjectivos para quê? -, ficará a fachada e o interior receberá um parque de estacionamento, um centro comercial a juntar-se a dúzias de outros - o vergonhoso Paladium ali tão perto - e "serviços", nome de disfarce para escritórios, numa cidade que conta com dezenas de edifícios destinados a esse fim e que se encontram totalmente devolutos.»


Nuno Castelo-Branco, Estado Sentido


 


 


«Se Portugal conseguir passar (...) na Suécia, o povo sairá feliz às ruas, a crise económica será esquecida e o Governo estará de parabéns. Mas, se não passar, será mais uma desmonstração da incompetência nacional, ficando o povo português plenamente convencido de que isto não tem solução, e que precisaremos seguramente de um segundo resgate ou até mesmo de um terceiro. Esteja o Governo atento que a sorte do país joga-se afinal é num campo de futebol em Estocolmo.»


 


Luís Menezes Leitão, Delito de Opinião

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