É mais ou menos isto
«"O Orçamento do Estado para 2014 tem um ponto gritante – não toma em consideração o crescimento. A estrutura do Orçamento para 2014 mantém-se fiel ao princípio de que é preciso aumentar a receita e diminuir a despesa, esquecendo a contribuição do PIB para este rácio. Era essencial que se apostasse totalmente nas exportações e no investimento privado”, explicou Ferreira Leite. A ex-ministra das Finanças defende que o Orçamento “não só corta o rendimento disponível mas corta-o numa zona sensível, que envolve os rendimentos bastante baixos”, o que revela “ausência de estratégia”. As medidas de austeridade impostas a pensionistas e funcionários públicos são “socialmente inaceitáveis” para a ex-governante. “Não se tem mexido nas causas da crise mas naquilo que está visivelmente à mão, e isso tem sido fonte de desemprego e de enorme aumento de despesa”, defendeu Ferreira Leite, que não acredita que os sacrifícios vão ter o efeito desejado. “Estamos muito longe de alcançar o nosso objectivo do défice, e tenho dificuldades em acreditar que algum dos pontos do Orçamento para 2014 seja atingível”, sustentou. “Não acreditamos nós, nem acredita a troika. Se isto é uma estratégia duvido da sua eficácia”.»
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