23.11.13

Por que é que não se trata?


 


Uma vez assisti, em substituição de uma colega que costumava acompanhar o ministro Relvas nessa função, a uma reunião de conselho de secretários de Estado. Pelo menos à parte em que o ministro presidiu. E nessa parte houve uma intervenção do secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, que, se bem entendi, retomava a defesa de um diploma a que os seus colegas torceram muito adequadamente o nariz. Tinha a ver com o tabaco e a proibição de fumar aqui e ali. Leal da Costa pretendia erradicar o fumo praticamente até à estratosfera começando por invadir a privacidade terrena das famílias: os paizinhos e as mãezinhas não podiam fumar junto das crias. Segundo o Expresso, a coisa alastrou para cadastro. Ou seja, progenitor que fume ao pé da cria pode sujeitar-se a figurar numa vulgar lista de criminosos. Não só não fumo como não gosto que fumem para cima de mim. Mas nunca me passaria pela cabeça subscrever legislação norte-coreana a propósito dos costumes. O "liberalismo" de Leal da Costa - como, aliás, o restante liberalismo do Governo, meramente de pacotilha - traduz-se mais ou menos num chip e numa trela que ele apreciaria ver colocados no pescoço dos fumadores. Por que é que não se trata?

2 comentários:

fado alexandrino disse...

Não fumo, já fumei e inalei, não sou como o Clinton.
Pelo menos achava de bom senso proibir-se de fumar nos carros quando lá estão crianças, aliás fumar e conduzir não me parece uma associação inteligente.

nm disse...

Norte-coreana? Pensava que vinha importada dos Buhs e dessa gente com que há muito acamarada e que desde sempre ajuda.

Não queira ver no olho do outro o estalinismo que lhe rebentou o seu. Pode mudar de opinião, mas já em 2011 andava ceguinho de todo.

Basta ler acima onde, com cegueira ou lata, fala de um tal de "desanuviamento" que diz ter existido.

De 1975 não me recordo. Era demasiado novo. Mas isto que aí anda tem autores muito claros e não são os que acusa, mas sim os seus amigos de sempre.