«As poupanças alcançadas com a liquidação antecipada de swaps atingem 78 milhões de euros, excluindo as reservas feitas pelos bancos para prevenir o risco de incumprimento e financiar o custo das operações. Dos 500 milhões referidos pelo Governo, cerca de 380 milhões dizem respeito a estas verbas inscritas pelas instituições financeiras. Os 78 milhões de poupança atingidos referem-se ao desconto realmente feito pelos bancos face às perdas potenciais que os 69 derivados liquidados acumulavam. Tendo em conta que o risco de prejuízo, que só se tornou real com o cancelamento de contratos, era de 1463 milhões de euros, o corte feito pelas instituições financeiras é de 5,7%, sem considerar as reservas dos bancos, revela documentação enviada pela Agência de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) ao Parlamento.» Um dia, espera-se, talvez possa ser contada a "história completa" destes derivados mais conhecidos por swaps. Porém, do tempo que passa, e pese embora estes milhões todos juntos (e como eles pesam), fica o anunciado fim dos estaleiros de Viana do Castelo, o fatal desemprego de mais de seiscentas pessoas e a perplexidade dos agentes económicos e políticos da região. Ainda não passou muito tempo sobre a "promessa" latino-americano-ibérica relativa aos estaleiros. Agora apenas ficou uma "solução" tipicamente latino-americana que prenuncia pouco de bom. Pior do que um país por natureza miserável, é um país amoral, conformado e retalhado a preceito consoante as ocasiões e os protagonistas. Entre milhões e tostões a caminho do nada.
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