
Os jornais divulgam este sábado os rankings das escolas secundárias e as médias dos exames nacionais no secundário. As escolas públicas não saem particularmente beneficiadas do exercício. E os distritos do país, todos juntos, registam uma média geral negativa naqueles exames. Isto traduz o que já se sabia: ao défice de que se alimenta a língua de pau vigente junta-se outro, mais profundo e mais sério, que respeita à qualificação da pátria. Os "cheques" e os premiozinhos de circunstância não conseguem colmatar esta questão mais vasta da qualificação nacional que ultrapassa a contingência do voluntarismo mais ou menos politicamente néscio deste ou daquela cujo lastro encontra no irrelevante prof. Crato a sua estátua do comendador. É um mal nacional que esteve sempre presente nas legiões de "intelectuais" que "pensaram" no assunto desde, para não irmos mais longe, Verney. Resta-nos melancolicamente reler o que essa gente foi debitando e esquecer a léria das "gerações mais bem qualificadas" do que outras. Há um "nervo" que não muda. Estes resultados limitam-se a revelar mais uma vez a facilidade com que esse "nerveo" se "infecta". Não saímos disto.
2 comentários:
Nuno Crato é mais um, entre tantos. Enquanto não restabeleceram o ordem e a disciplina nas escolas (volta Salazar que muitos suspiram , por ti) nada feito. o "esquerdismos" tem muita força.
Não tendo, enquanto professora, razões para nutrir grande simpatia por Crato, a pior censura que lhe faço é a de ter deixado o edifício esquerdista quase intacto na Educação. Dito isto, há dias surpreendeu-me agradavelmente o exemplar dos Novos Programas para o Secundário, que li de fio a pavio. Nele, a Literatura recupera (após eclipse de mais de uma década), o lugar central que lhe cabe. São recuperados, entre outros, Camilo Castelo Branco, Camilo Pessanha, Mário de Sá-Carneiro, Alexandre Herculano, Antero de Quental, Fernão Lopes, bem como a poesia trovadoresca, a História Trágico- Marítima, enfim, isto e muito mais como, e essencialmente, a declaração, no preâmbulo, da literatura como Património Cultural e da ultimamente tão endeusada gramática, como mero instrumento auxiliar.
Perante a inevitável indignação de quem tem mantido o status quo miserável que vem condenando gerações à indigência intelectual, só tenho a dizer que, para mim, a conseguir ultrapassar os obstáculos esquerdistas, os lobbies da Linguística e das editoras escolares, o que serão trabalhos de Hércules, a revolução que eu esperava estará aí.
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