15.11.13

E assim sucessivamente






Também me parece óbvio que João César Monteiro mandaria esta gente toda para os mais obscuros dos lugares. "E assim sucessivamente". No entanto, num acesso do mais elementar bom senso, o prof. Poiares Maduro "percebeu". Oxalá esta clarividência o acompanhasse, por exemplo, no dossiê RTP em que não dá uma para a caixa.


 


Foto: Luís Miguel Cintra em Recordações da Casa Amarela de João César Monteiro, de 1989

4 comentários:

João Vargas Moniz disse...

Não creio que Maduro tenha tido bom senso.
Creio, pelo contrário que se mostrou ainda e sempre (como a aldeia gaulesa) desastrado ao admitir comparecer.
Fica a irresistível tentação de instrumentalizar o que dá jeito, a começar pela morte, seja na arte ou no desporto.

Anónimo disse...

filmado no Panóptico de Rilhafoles
Só pode...

Artur Mendes disse...

Admirar-me-ia é se Maduro tivesse paciência para o ler....
Principalmente, o guião da Branca de Neve.

Há cada maduro!

Rui Costa disse...

Continuo a achar muito curioso que, partindo do argumento (válido) de que o JCM nunca permitiria qualquer aproveitamento dos poderes instituídos à sua obra, depois faz-se a distinção entre o poder "pérfido" representado pelo ministro e o poder "bonzinho" representado pela deputada Isabel Moreira, que até SÓ lê escritores insoburdinados * (mas quem é que SÓ lê escritores insoburdinados??)... Aposto que o JCM mandava tão facilmente a deputada àquela parte com ao ministro...

* Esta resposta que a senhora deputada deu ao Público é um verdadeiro mimo: "Não estou amputada dos meus direitos cívicos por ser deputada. Leria um texto do João César Monteiro há dez anos". E a perita em direito constitucional contextualiza - "a escrita tem um papel central na minha vida, é o que me define mais, e sobretudo a escrita insubordinada. Os escritores que leio são todos insubordinados. Há evidentemente uma empatia entre a minha forma de ver a escrita e o facto de ser o João César Monteiro, com textos altamente insubordinados, nomeadamente a contestar a política cultural" e que hoje devem ser relidos."