Também me parece óbvio que João César Monteiro mandaria esta gente toda para os mais obscuros dos lugares. "E assim sucessivamente". No entanto, num acesso do mais elementar bom senso, o prof. Poiares Maduro "percebeu". Oxalá esta clarividência o acompanhasse, por exemplo, no dossiê RTP em que não dá uma para a caixa.
Foto: Luís Miguel Cintra em Recordações da Casa Amarela de João César Monteiro, de 1989
4 comentários:
Não creio que Maduro tenha tido bom senso.
Creio, pelo contrário que se mostrou ainda e sempre (como a aldeia gaulesa) desastrado ao admitir comparecer.
Fica a irresistível tentação de instrumentalizar o que dá jeito, a começar pela morte, seja na arte ou no desporto.
filmado no Panóptico de Rilhafoles
Só pode...
Admirar-me-ia é se Maduro tivesse paciência para o ler....
Principalmente, o guião da Branca de Neve.
Há cada maduro!
Continuo a achar muito curioso que, partindo do argumento (válido) de que o JCM nunca permitiria qualquer aproveitamento dos poderes instituídos à sua obra, depois faz-se a distinção entre o poder "pérfido" representado pelo ministro e o poder "bonzinho" representado pela deputada Isabel Moreira, que até SÓ lê escritores insoburdinados * (mas quem é que SÓ lê escritores insoburdinados??)... Aposto que o JCM mandava tão facilmente a deputada àquela parte com ao ministro...
* Esta resposta que a senhora deputada deu ao Público é um verdadeiro mimo: "Não estou amputada dos meus direitos cívicos por ser deputada. Leria um texto do João César Monteiro há dez anos". E a perita em direito constitucional contextualiza - "a escrita tem um papel central na minha vida, é o que me define mais, e sobretudo a escrita insubordinada. Os escritores que leio são todos insubordinados. Há evidentemente uma empatia entre a minha forma de ver a escrita e o facto de ser o João César Monteiro, com textos altamente insubordinados, nomeadamente a contestar a política cultural" e que hoje devem ser relidos."
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