
Até sensivelmente o serão da passada quinta-feira, o ministro Miguel Macedo - embora notoriamente enfadado, pelo menos desde a "crise Portas", com o estado da arte e anelando porventura por outra pasta - esteve sempre à altura dos desafios do sector que tutela. Todavia, dizem-me que uns dias antes, no Instituto de Ciências Policiais, terá falado de tudo (até das exportações) menos do que eventualmente mais interessaria à audiência. Mas, nesse serão, o ministro aludiu à manifestação do dia anterior dando a certeza que não mais os patamares da escadaria do parlamento seriam escalados para lá do "perímetro de segurança". E que colocava no cargo de director nacional o comandante daqueles que, no exercício das suas funções policiais, actuaram com respeito pelo chamado princípio da proporcionalidade (isto sou eu que digo porque o ministro achou a coisa "desproporcionada" e, pelos vistos, pela negativa). Salvo o devido respeito, o ministro praticou um oxímoro político. Se tudo aquilo era "inaceitável", nas suas palavras, como é que o Governo escolhe quem alegadamente permitiu uma intervenção diferente que evitou o pior embora "inaceitável"? É porque, afinal, o comandante da unidade especial, hoje director-nacional da PSP, esteve certo. O ministro é que talvez precise rever com urgência as suas certezas.
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