Se tivesse de escolher um monumento ao fracasso do Governo - o do "velho" e o do "novo ciclo" - ficava pela RTP. Não porque seja mais barato não edificar qualquer coisa de base. Pelo contrário. Tudo o que se gastou em dinheiro e em decência nos últimos anos com a RTP, na RTP, é, na realidade, monumental. E monumental para praticamente nada. Mas para que o fracasso seja um belo fracasso, deve tentar-se de novo e fracassar melhor como recomendava Beckett. Maduro suplantou Relvas no desastre (mea culpa na parte que me toca) e a "corporação RTP" suplantou a "reestruturação RTP". E o aumento da chamada "taxa" em 2014 para financiar este fracasso, ainda consegue suplantar tudo o mais. As pessoas que vieram de fora para dentro - a administração e o conselho fiscal, por exemplo - não só se deixaram capturar pelo fracasso como, em algumas circunstâncias, o agravaram, agindo ou por uma inércia complacente. A primeira e talvez única vez que ouvi Passos Coelho falar sobre a RTP, convenci-me que algum dia o fracasso seria atalhado. E que seria possível aproveitar o profissionalismo das mulheres e dos homens que asseguram o serviço público concessionado à empresa num modelo mais enxuto, menos estupidamente hierarquizado e amiguista e mais conforme com o que os públicos, da informação ao entretenimento e das diversas plataformas, esperam. Esperei sentado tal como as audiências. Um fracasso monumental.
1 comentário:
O consulado Ponte-Maduro vai ficar célebre. É o maior fiasco da história da RTP.
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