21.8.13

As razões de Deus e do Diabo

A convite do Joaquim Sapinho assisti, na Cinemateca, à apresentação do seu belíssimo Deste Lado da Ressurreição. O actual secretário de Estado da Cultura tinha acabado de substituir o Francisco José Viegas e assistiu à sessão. Maria João Seixas, a directora da casa, não se poupou no acrisolado encómio que dirigiu a Barreto Xavier, apresentado por ela e por contraposição evidente a Viegas, como o novo "salvador" da Cinemateca. Aliás, dizia a senhora, a presença dele no evento era a prova da sua dedicação à "causa" do cinema e, muito particularmente, à casa. Entretanto Xavier aparentemente "perdeu" mais tempo a trazer para os jornais coisas que não interessavam nada do que a "salvar" a Maria João Seixas. E a "cultura" pouco mais tem sido do que a Vasconcelos e um cacilheiro por sinal também da Vasconcelos. Soube-se agora que a Cinemateca e o ANIM - para onde devia ir o arquivo da RTP como atempadamente sugeri em vão a quem de direito - não têm dinheiro sequer para mandar cantar um cego. Imagino que a Seixas não verteria a mesma honesta baba que verteu "naquele" lado da resssurreição. Xavier promete que não "fecha" sem grandes detalhes porque sabe que não é ele quem distribui a mercearia que, para já, ainda é a do OE de 2013. Pense-se na de 2014. «Quando sabemos o que devemos fazer, encontramos razões para não o fazer. Essas razões não são de Deus, são do Diabo.»

1 comentário:

fado alexandrino disse...

Maria João Seixas já anda nisto (coisas do Estado) desde 1975. Já fez de quase tudo, já esteve em quase tudo, RTP 1 RTP 2 e mais que houvesse. Secretária, assessora , Gulbenkian , mandatária etc.
Não é agora que uns míseros tostões a vão atrapalhar. Se for preciso passam a exibir apenas curtas-metragens.