Perpetrar "cortes" em pensões de três dígitos brutos, a partir dos seiscentos euros, é uma barbaridade social e económica. Para além disso, ao saber-se que a barbaridade se arrastará pelo menos até 2020, quando os "autores" da "obra" estarão a circular por clausuras mais amenas do que as do "serviço público", torna a coisa mais desagradável do que ela já é. Mas esta é uma das alíneas da "reforma do Estado" que aparentemente deixou de ter "linhas vermelhas" nas quais nunca acreditei - nem na "reforma" nem nas "linhas". Os "cortes", por definição, não exigem pensamento a não ser o que calcula, na expressão de Heidegger. Por outro lado, e no contexto de "país de programa", seria inadmissível que fosse dado lastro à original iniquidade em que, quer no activo quer na reforma, o "sistema" espolia mais os por conta de outro (ou seja, salários e pensões) do que aqueles que auferem outro tipo de rendimentos. É uma espécie de neoliberalismo socialista - mais "socialismo" para os mais ricos e mais "mercado" para os mais pobres.
3 comentários:
Então vamos fazer o quê? Vêm ao meu bolso par apagar as mesadas dos ex-fps?
CHEGA!!!
Grande post, acerta na mouche! Merece divulgação massiva.
Tiro-lhe o chapéu.
A turba pequeno-liberal da moda não conhece o conceito de contrato social. Só conhece contratos de swap, de CDS's, CDO's. E por aí adiante. Rapaziada muito culta.
Enviar um comentário