
O que se passa com a "interpretação" da lei de limitação de mandatos autárquicos é mais digno da Nigéria, salvo o devido respeito, do que de uma democracia que enche a boca com a sua maioridade. Mas os tribunais não têm a menor culpa nisto. Se as coisas chegaram ao ridículo em curso, ao parlamento devemos agradecer. E ao princípio do domínio de umas dezenas de pessoas sobre as autarquias onde alguns manifestos analfabetos funcionais e outros simples se "profissionalizaram". Uma eleição destas, afinal não livre como afirmou a Ana Sá Lopes na antena1, reclama que pessoas de bem, no mínimo, se abstenham de participar, com o seu voto, numa farsa digna dos anos 70 e 80 latino-americanos. E o breviário pode perfeitamente ficar a cargo do estimável prof. Herrero.
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