
De papo para o ar, o "povo" apenas conta as horas para comer, para poder meter o rabo na água e ler as revistas "pink" onde se contam as histórias dos novos "vip" inventados nas televisões. Não se maça, evidentemente, com a vida dos bancos - ou do chamado sistema financeiro no qual teve origem a famosíssima "crise" - onde, presume, uma meia dúzia de cabeças particularmente dotadas tratam do assunto. Sucede que não há papo para o ar na banca nacional. Nem sossego nessas cabecinhas iluminadas ou tão pouco em muitos dos trabalhadores do sector. Assim como quem não quer a coisa, a "nata" da banca nacional registou, ao mesmo tempo da entrada na água dos múltiplos rabinhos felizes dos portugueses, um prejuízo global da ordem dos mil milhões de euros e já despediu, por junto, mais de quatrocentas pessoas. É uma espécie de castigo do verão que se pagará lá mais para diante quando a realidade regressar em força como sempre regressa.
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