À semelhança do outro que aproveitou as férias para ler e dormir, acrescento a estas duas nobres funções algumas séries televisivas, filmes, uma ou duas horas intermitentes no Guincho e a aposta no binómio homem-cão como sinal de "desenvolvimento" pessoal e de treino para uma nova "sociabilidade". As pessoas não me interessam a não ser como mero observador. Nesta qualidade, vi o José Gomes Ferreira, um tipo decente, a explicar na sic que os dois grandes ausentes do pequeno foguetório de hoje - crescimento da economia em 1,1% no 2º trimestre em relação ao 1º graças sobretudo ao comportamento das exportações e a uma menor redução no investimento - eram Vítor Gaspar e Santos Pereira. Isto porque sem a parte "boa" da consolidação das finanças públicas de Gaspar e as medidas reformistas (as únicas que merecem o epíteto de "reformas do Estado") do ex-ministro da economia, o que o governo do "novo ciclo" teria para apresentar (salvo no que respeita a dois ou três que transitaram, como os dois pacíficos Macedos e a ministra da justiça) é uma mão cheia de trapalhadas comunicacionais e dois fantasmas, o senhor vice PM e o "ecológico" dr. Moreira. Mesmo assim, o PIB desceu 2% em relação ao período homólogo de 2012 pelo que a economia ainda precisa de muita pedalada. E de, no que ao Estado respeita, continuar o caminho trilhado por Santos Pereira estupidamente interrompido pelo caprichismo politiqueiro de figuras conspícuas. Oxalá estes dados se repitam para melhor porque não é a alegre vida política de meia dúzia de gnomos que interessa (o PSD forneceu logo o estupendo Pedro Pinto, a outra metade Seara em Sintra para a câmara, no comentário) mas, antes, puxar a vida das pessoas a sério para cima.
Adenda: Vá lá, desta vez acertou no nome, apesar do exagero na "viragem".
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