24.8.13

Descer à terra queimada

Talvez para "comemorar" um mês de "novo ciclo", o primeiro-ministro, vestido de presidente do PSD, apareceu ao princípio da noite em Sintra. Estava muito contente com a execução orçamental, com os números e, presumivelmente, muito contente com o seu próprio "número". Atrás dele viam-se os drs. Seara e Pedro Pinto, respectivamente o homem de saída de Sintra (mas que tem os "dois pés" em Lisboa) e o homem que não chegará a entrar em Sintra. Alguém devia aconselhar o dr. Passos Coelho a manifestar-se sobre os incêndios e, pelos menos, a dar um abraço simbólico ao bombeiro anónimo e ao cidadão anónimo, "descendo" literalmente à terra queimada. Mas o dr. Passos, cuja maior vantagem em 2011 era aparentar uma pessoa "normal", transformou-se entretanto num político frio e puramente cibernético. Ainda vai a tempo de perceber que há vida, mundo e morte para além das folhas de cálculo e do deslumbramento pueril.

1 comentário:

zézinho disse...

Peço desculpa mas o dr. Seara tem os quatro em Lisboa.