3.8.13

O longo caminho do nosso empobrecimento






«Se em 2011, quando de repente se descobriu a extensão da nossa miséria houve uma crise, agora não há crise nenhuma, há o longo caminho do nosso empobrecimento que nem Cavaco, nem os partidos conseguirão parar. Durante anos, se tivermos sorte, veremos o espectáculo patético de um governo a sair e outro a entrar, excitando os comentadores e deixando os portugueses cada vez pior. Os portões de Belém vão abrir e fechar como nunca abriram ou fecharam antes. Cá fora, a gritaria irá diminuindo. Não existe grande risco para o regime, porque não existe qualquer alternativa: ninguém hoje acredita na República, no comunismo ou na ditadura. De resto, o Exército, profissionalizado e pacífico, não é capaz de um verdadeiro "golpe" e menos de tomar conta dos sarilhos correntes.»


 


Vasco Pulido Valente, Público

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