6.8.13

A morte de um caixeiro viajante

Estava no café - as minhas "férias", sem o menor prazer nelas, passam-se no espaço de umas poucas dezenas de metros quadrados entre casa e o café que costumo frequentar - e, simultaneamente, um profissional "comercial" da Nescafé instalava e explicava uma nova máquina de cafés gelados. Ocorreu-me o termo "comercial" quando li este texto. Não vem mal ao mundo vender um produto ou um serviço a quem quer que seja. É uma profissão tão honrada e honesta como outra qualquer. E se isso for assumido com normalidade, tanto melhor. Ora não é manifestamente o que se passa na distância profissional (e política) que separa o descrito no texto e a actualidade. E essa fractura pode ser suficiente para ditar a morte de um caixeiro viajante.

3 comentários:

Anónimo disse...

O caixeiro viajante, normalmente, bate à porta antes de entrar, e esta pode ou não abrir-se. Se o produto não interessa, é taxativamente despachado na primeira ocasião e, geralmente, não volta.

Anónimo disse...

Quatro casamentos e um funeral.

João Vargas Moniz disse...

Não insista no defunto.
Trata-se da morte anunciada de um gang de malfeitores, com Passos como defunto, Cavaco como viúva (uma "relação" que me é profundamente familiar, sabia?, embora neste modelo profundamente insultuosa)) e Portas como orfão.
E que tal uma salvação nacional de gente séria, honesta, desinteressada, sem partidos nem preconceitos?
Não lhe deixo o telemóvel porque conhece a minha porta e, além disso, o cão já me conhece o cheiro"
Ainda de "férias?