O senhor ministro Maduro anunciou um "conselho" de 15 (quinze) "sábios" para «ajudar a definir as prioridades de aplicação do próximo pacote de fundos comunitários.» No vasto grupo integram-se "sábios" que, ora em governos do PS, ora em governos do PSD, já tinham contribuído com a sua "sapiência" para o progresso e a modernização da pátria. Muitos, naturalmente, como ministros. «O grupo de sábios já tem reuniões marcadas para 6 de Setembro e 18 de Outubro, para "definir a arquitectura de programação proposta", desenvolver um "verdadeiro processo concorrencial na definição de prioridades" e instrumentos públicos a privilegiar», explicou Maduro, enquanto um deles, Silva Peneda, se manifestou mais preocupado com o papel do chamado banco de fomento. Concordo com Peneda. O "banco de fomento" tem até agora pairado apenas em conferências de imprensa e com certeza que o nosso amável sistema bancário e financeiro, sempre tão atento à decisão política como condicionador dela, não quererá estar fora deste debate. É que há sábios e "sábios" e não sei se o prof. Maduro os consegue distinguir uns do outros.
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