
Nestes tempos de vingança póstuma de Marx, como referiu há dias o Paulo Rangel, e às mãos das pessoas mais improváveis, é reconfortante poder assistir a coisas como o filme do meu amigo Joaquim Sapinho, Deste lado da ressurreição, uma produção da Rosa Filmes. Hegel, através da sua concepção de Bildung e do Absoluto (no qual ele acreditava vigorosamente), criou em nós a convicção que ser culto corresponde a uma certa forma de ascese, ou melhor, que é necessário morrer para o Imediato em todas as suas formas para lá chegar. Talvez isso apareça traduzido numa das falas do filme. «Quando sabemos o que devemos fazer, encontramos razões para não o fazer. Essas razões não são de Deus, são do Diabo.» Ámen.
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