Aquela "tia" Jonet, do meritório "banco alimentar", estragou tudo há dias quando, na televisão, veio afirmar que não havia miséria em Portugal. Será que ela transferiu o "banco alimentar" para Marte?
Adenda: Os comentários a este post confirmam uma velha suspeita. Ou talvez duas. Desde logo, há entre nós uma "casta" intocável que pode prodigalizar o que lhe aprouver, mesmo em modo Humpty Dumpty, que não se lhe pode assacar o menor reparo. Depois, o lastro da nossa frágil literacia, entre outras coisas, impede o uso reiterado da ironia. Dito isto, fica um apontamento que deixei no Facebook. Não existe nenhuma razão especial para Isabel Jonet sair do Banco Alimentar por causa de duas ou três infelicidades afirmadas na televisão. Há gente que diariamente profere disparates e nunca ninguém se preocupou em "peticionar", pelo menos, o seu santíssimo silêncio. Portugal, para além dos problemas que já tem, ainda lhe acresce a tagarelice e a ruminação preferencialmente sempre à conta dos mesmos papagaios. Jonet apenas não teve jeito para se explicar em tempos domésticos sombrios sobretudo quando devia conhecer o "terreno". Nada mais.
12 comentários:
A sua ignorância sobre a matéria/intervenientes em causa é extensa....
Tiro na água. Esta SENHORA sabe mais que nós todos sobre miséria no País. Não se retire do contexto o que disse e toca a dar-lhe o apoio que ela merece. Todos, repito, todos devemos estar-lhe gratos pela obra que ergueu e mantém. Sou voluntário do Banco, ajudo sempre que posso porque a isso me sinto obrigado pelo exemplo de dádiva desta MULHER.
Ajude ou passe ao lado.
Codialmente
João Mendes
P.S. Será que não se dá o caso de o seu conceito de miséria ser diferente da Drª Isabel Jonet ?
A Senhora do pecado, de todos os pecados por palavras ditas. É tudo uma questão de roupagem. Tal como alguém mal lavado mas bem vestido passa por limpo e importante, quem não se perde na escolha de discurso rebuscado e moldável, é desde logo alvo preferencial a abater, independente da obra realizada e da nobreza de carácter patenteada. Os autocolantes de esquerda que se alimentam mais de discursos inflamados que de actos que mereçam o rótulo, tudo aproveitam para desferir ataque feroz a vítimas inocentes e desprevenidas que lhe vão caindo nas garras. É disso que fazem vida, mas a impunidade de que sempre gozam é culpa inteira de uma sociedade que os os tolera, os imita e até os aplaude enfurecida. E enquanto proliferarem por aí jornalistas que escrevem como cavadores de enxada e fazem desta caneta, e repórteres de pulverizador às costas que não passam de carregadores de microfones dando-lhes complexada cobertura nada irá mudar. Está a apetecer-me um cigarro.
Confesso que não percebi se estava a ser irónico no post. Mas pelo teor dos comentários publicados (que não refuta), apercebo-me que a ironia talvez fosse pedir demais.
Não sendo ironia, a sua opinião é no mínimo pouco coerente com a clareza de raciocínio que normalmente demonstra nos seus posts.
Continuarei a passar por aqui, confiando que tenha sido apenas um momento menos bom, e/ou na esperança de que o post era de facto um ironia muito inteligente. Caso se mantenha o nível, deixarei, obviamente, de comparecer.
Bem haja.
Desta vez,Dr.João, estou totalmente em desacordo com o seu post!Não imagino que o sr.também se associe a essa corja que se atreveu a pôr em on-line uma petição a exigir a demissão de uma figura tão nobre e com tanto carácter e obra tão vasta como a Drª.Jonet! Não acredito mesmo! É que é impossível de imaginar tal desaforo!
Que tristeza de post! Simplesmente lamentável, esse alinhamento com a "esquerda ululante"... Não vá ao médico, não...
não deixarei de ser leitor do seu blog, mas que desilusão; primeiro porque o julgava imune a qualificações do género "tia = a priveligiada"; depois porque revelou enorme ligeireza ao reproduzir declarações retiradas do contexto em que foram proferidas; tente ouvir de novo essas declarações na sua totalidade e verá a que o seu post é descabido e sobretudo injusto
O JG está de castigo: 3 avé-marias, 2 pais-nossos e vai para a cama sem o pratito de sopa. E diga boa-noite aos senhores que nos estão a ouvir.
Confesso que não vislumbrei qualquer ironia no seu post!E continuo a pensar que teve um dia infeliz!
Em jovem fui presidente de uma das secções paroquiais das Conferências de S. Vicente de Paulo e lidei, embora a dimensões muito menores, com o mesmo género de problemas com que se debate a Isabel Jonet.
Nunca concordei com o modo como a recolha de alimentos para o BA se efectua. Os dias da recolha são jackpots, essencialmente para os “merceeiros” Belmiro e Soares dos Santos. Vendo bem, parte (do valor) que é doado não chega às bocas de quem necessita. Seriam muito mais interessantes contribuições em dinheiro para que o BA pudesse negociar com os PRODUTORES PORTUGUESES de massas, arroz, bolachas, conservas, leite, feijão, etc… etc… a compra dos mesmos produtos, sem que intermediários fizessem parte do circuito. No entanto, como não organizei nenhum banco alimentar, baseado nos pressupostos que enunciei, não me assiste o direito de criticar quem faz de parte importante da sua vida uma dádiva pessoal para quem mais necessita.
Obviamente que concordo com o João: Há coisas que, nos tempos que correm, quando a comunicação social e as redes sociais estão dominadas pelos interesses, que não vale a pena nomear, não devem ser ditas sob pena de terem consequências negativas, sobretudo para os que queremos ajudar. O que sobra à Isabel Jonet, em generosidade e também “tiismo”, falta-lhe em manhosice.
Confesso que o que mais me chateia (além de a caridade em Portugal passar por encher os bolsos ao Belmiro) é o tom paternalista quer da senhora Jonet quer dos Tonis que contra ela vociferam. É tudo ridiculamente paroquial e absurdo —que lata tamanha tem esta gente em me vir dizer como é que eu hei-de viver a minha vida, se estou a gastar muito ou pouco. A posição da senhora Jonet é óbvia (calculo que seja da Opus Dei ou coisa que o valha) mas eu estou farto de gente que vem dizer como temos de viver. Catequistas venham de onde vier (de Alvalade ou da R. da Palma -> vulgo 'PSR'), não obrigado. Metam-se na vossa vida e desamparem a loja, pá. Desabitem.
Acho simplesmente criminoso que uma família só que seja fique a receber um contributo menor do que o habitual, por parte do BACF, à conta do alarido gerado à volta das palavras duma senhora admirável. Ouvi as suas palavras mais do que uma vez e confesso que em nada me chocou.Por alturas do PREC, período a que estes dias cada vez mais se assemelham pelas vozes omniscientes de sempre( leia-se, a esquerda, dona e senhora do país), ouvi uns simpáticos camponeses anunciar o seguinte: "agora é só encher as arcas frigoríficas, que agora os de Lisboa é que vão passar fome". Por estas e por muitas outras, até me agrada que esses ditos labregos comam menos bifes, já que nos tornámos num povo barrigudo e infestado das piores doenças que o excesso de gordura alimentar acarreta. Será talvez mesmo em Lisboa que a verdadeira fome mais ataca. Até pela pobreza envergonhada, sector que o Banco Alimentar generosa e discretamente ajuda.
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