«Neste momento há um conjunto de empresas que estão incluídas, e bem, no Orçamento de Estado, para efeitos de défice e dívida pública. Só três delas (Refer, Metro do Porto e Estradas de Portugal) têm um défice de 852 milhões de euros que nós contribuintes iremos pagar com os nossos impostos. Se ele não existisse, seria possível ou devolver quase um salário aos trabalhadores em funções públicas ou aos pensionistas, ou diminuir a carga fiscal nos portugueses. Sabemos em parte por que isto existe - grandes investimentos públicos (Metro) ou de iniciativa pública (PPP) não rentáveis, nem do ponto de vista operacional decididos por gestores de nomeação política sem qualquer tipo de escrutínio público, sobretudo com recurso a capitais alheios (dívida). Os juros desta dívida são dos grandes responsáveis pelos défices dessas empresas.»
Paulo Trigo Pereira, Público

1 comentário:
Considerar que o Metro (Lisboa ou Porto) tem que ser rentável parece-me um absurdo de pensamento.
Com essa linha de pensamento não estou a ver qual seria a obra pública que podia ser feita.
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