Apesar de relativamente mal escrito, este texto lança algumas "provocações" (e factos) interessantes para o "debate" em curso sobre o serviço público de televisão que é uma coisa distinta da complicada galáxia RTP, e da sua eventual privatização, que muitos teimam misturar. «O poderoso lóbi conservador mistura 3 elementos altamente convenientes: operadores incumbentes de fortes interesses económicos; grupo central coeso e permanente de ideólogos e agentes na área audiovisual; grupo de várias individualidades, que vai variando em número e composição; geralmente são ingénuos úteis para mascarar o essencial do que está em causa. Muitos estão apavorados com a aparente diminuição dos instrumentos de acção do Estado, agarram-se ao que ainda existe sem curar (ou minorando a importância) da natureza dos conteúdos que esses instrumentos emitem. O grupo aparece com regularidade para, com sucesso por enquanto, marcar a agenda e acabar por impor as suas posições. Agora destilou um novo manifesto "Em defesa do serviço público de rádio e de televisão", pretexto para marcar e pressionar as instituições.». O autor termina com a recomendação da leitura de um texto de Karl Popper - no qual se louva -, "Uma lei para a televisão". Também recomendo.
2 comentários:
É mais do que óbvio que a definição de "serviço público de televisão", há décadas, se referia essencialmente à existência de emissão que a população pudesse ver em todo o território, só que é muito mais conveniente atribuir a esse serviço público um significado relativo a conteúdos, na esperança de criar uma amálgama de tal modo complexa que não permita chegar a lado nenhum que não seja manter tudo na mesma. E deixar tudo na mesma significa abrir a boca aos portugueses e espetar-lhes com a nauseabunda colher de óleo de fígado de bacalhau de muitos não querem sequer ouvir falar, ainda por cima fazendo-os pagar, quer queiram quer não. Acontece que há gente, como eu, que nem quer ver nem quer pagar os espectáculos tipo Prós&Contras nem as fantasias de mau gosto que para o ar dali saem e que deviam mas era pagar taxa para poderem ser emitidas.
Caro João Gonçalves,
se tiver algum tempo veja aqui:
http://valdemar-rodrigues.blogspot.pt/2012/11/aquecimento-global-ciencia-politica-e.html
oxalá o assunto não mereça atenção, mas não consigo deixar de çpensar nele...
saudação,
Valdemar Rodrigues
Enviar um comentário