«António José Seguro tocou a corneta: eleições, sim, estamos preparados. Bravo! Mas como espera Seguro conseguir eleições antecipadas? E, já agora, como tenciona ele promover a renegociação (necessária) do programa de ajustamento? A resposta para estas questões é básica: nada, rigorosamente nada, está nas suas mãos. Para começar, a queda do governo pressupõe a falência da coligação para o ano. Um cenário possível, admito, mas que depende exclusivamente da vontade de Portas. Ou de Passos. Ou de ambos. Não do PS e da minoritária oposição parlamentar. Finalmente, é imperioso renegociar juros e prazos? Afirmativo. Mas que teria Seguro para propor se, alçado ao poder, os nossos parceiros internacionais não estivessem para aí virados? Rasgar unilateralmente o acordo? Sair do euro? Processar a sra. Merkel pelos danos causados? Seguro fala e fala e fala porque, no fundo, ele sabe que ainda existe um abismo confortável entre o PS e o cálice envenenado.»
5 comentários:
É muito nosso bater as próprias culpas no peito dos outros, neste caso da Sr.ª Merkel. Somos incapazes de reconhecer os nossos erros. E quem não é capaz de os reconhecer, também não os pode corrigir. É por isso que não saimos da cepa torta
O que mais me admira é dar-se tanta importância a um "plastificado" sempre em pé!
O Seguro é um perigoso zero á esquerda. Um lunático que nem faz ideia daquilo que não sabe.
Engraçado. Seguro e os seus seduziram a troika, andaram metidos com ela e vão-se governando com o dote. Agora, chamado a assumir o noivado dá nega para se mostrar despido de pecado. De tão rodado nos falsos da política já não nos convence de prolongada virgindade. Não o vamos deixar dar o nó com o poder.
Completamente de acordo.
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