Rui Rio esteve há dias na faculdade de economia da Universidade do Porto e disse umas quantas coisas interessantes. Os economistas costumam ser profundamente desinteressantes embora Keynes, o paizinho desta macro treta toda, tenha mais que se lhe diga. Rio procura "desenquistar-se" disto e do Porto, com o devido respeito territorial, afirmando um espaço próprio no paupérrimo espaço político de debate das direitas. É falta de inteligência ver nestas manifestações "ameaças". Pelo contrário, as direitas - e em Portugal a direita começa num partido social-democrata epónimo - têm o dever de pensar tanto ou mais que as esquerdas porque foram os "paradigmas" destas que dominaram o regime. A imagem das direitas, nesta matéria, é shallow e precisa ser contrariada. Recorro ironicamente a uma frase de um homem das esquerdas, Eduardo Prado Coelho, para explicar isto. «Precisamos de manter firme a bússola de uma governação que tacteia o futuro indecifrável - o futuro possível.»

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