Segundo o Expresso, a maioria não chegou a acordo para "cortar" nos 48 milhões de euros - previstos na proposta de orçamento de Estado para 2013 - destinados a subvencionar a propaganda eleitoral das autárquicas que terão lugar no ano que vem. Aparentemente o CDS pretendia reduzir a coisa a metade e o PSD não aquiesceu. Mesmo que não chegasse aos cinquenta por cento, uma restriçao mais ousada naquela verba teria sido aconselhável. Decerto a democracia local não ficaria em perigo se tal acontecesse (durante muitos anos, por exemplo, fazer parte das mesas de voto não conferia direito a qualquer remuneração e todos convivíamos bem com isso) e sinalizava-se que a austeridade começa nas instituições e nos procedimentos. Todavia as coisas são o que são. Só posso lamentar.
1 comentário:
Ribeiro e Castro propõe que se vá mais longe do que o que foi proposto pelo CDS em matéria de cortes no financiamento da campanha eleitoral autárquica de 2013, mas, segundo a noticia, o PSD diz que não pode ser e que os contribuintes têm que suportar aquilo a que o PSD chama de os custos da democracia....
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2892785&page=-1
Mesmo a proposta mitigada de cortes nos orçamentos de campanha dos partidos, feita pelo CDS, era suficientemente significativa para equivaler em valor aos cortes de ultima hora anunciados no orçamento para as escolas básicas e secundárias em 2013:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/20-milhoes-do-basico-rumo-ao-superior
http://expresso.sapo.pt/psd-recusou-poupar-24-milhoes-nas-autarquicas=f767716
O governo tira 20 milhões ao orçamento das escolas, para dar esses mesmos 20 milhões aos partidos para bandeirinhas, cartazes, cornetas, balões e outros artefactos de campanha eleitoral....é esta a noção das prioridades que existe neste governo e nos deputados do PSD!
Diz o João Gonçalves que só pode lamentar. Não concordo. Penso que pode fazer mais do que isso. Pode dar destaque a esta infamia do seu partido e do seu governo, continuando a abordar o assunto em próximos posts, fazendo o contraste entre os cortes a fundo em áreas fundamentais, previstos no orçamento de 2013, e a recusa obstinada em fazer cortes significativos nesta matéria....até porque já fez isso em situações do mesmo nivel de infamia durante os governos de Sócrates.
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