
Mário Soares lançou ontem mais um livrinho. Desta feita parece, a avaliar pela capa, que este recolhe a sua mais recente encarnação de indignado profissional, "estação 2011-2012". Quem tiver pachorra, coteje esta "obra" com outra, de 1985, intitulada A Árvore e a Floresta, que junta as principais intervenções de Soares enquanto chefe do governo do chamado "bloco central". E tente descobrir o Soares ortónimo no Soares heterónimo e vice-versa. Em suma, a árvore e a floresta.
6 comentários:
Padeiros que andaram com a mão na massa. Despertar dos sonâmbulos com música desafinada e cada um a tocar à sua moda. São da mesma escola dos coveiros que andaram ao tiro às caveiras. Mas estes mortos-vivos fazem a festa disparando sobre os próprios esqueletos. Para sossego dos defuntos haja paz nos cemitérios.
Não se deve dar-lhe letra (ao MS, claro).
O melhor título das obras completas deste sujeito é o título do apontamento anterior - A Apoteose do Vazio.
Mas como o parlapatão escrevinhador é ateu prático (ele diz-se "agnóstico") e, apesar de se armar desde há muito em "intelectual", aposto que ignora a etimologia da palavra "apoteose", fica-lhe melhor (a ele e ao estado em que nos pôs a todos) - A Necrose do Vazio.
Não,não tenho pachorra.Nem para o ler nem para o ouvir.
Bem, o dr. Mário Soares está imparável- dá a sensação de pressentir que tem de publicar tudo muito depressa não vá a idade tecê-las. Bem, já há muito se faz sentir pois para além de costumeiros dislates que por aí tem lançado, tem sido fotografado há anos a fazer siestas em cerimónias públicas. De facto, quem se alimenta tão bem tem mesmo de passar pelas brasas.
Bem, mas não conhecia a obra A Árvore e a Floresta, mas estou ansiosamente à espera de uma com um título similar a: "O Peso a Mais, a Aeronáutica, a Jamba e a Queda a Pique: Memórias de uma Conversão Religiosa na África do Sul" ou outra "A Velocidade não tem Idade quando a Multa é do Estado Responsabilidade"...
Isto diz muito acerca da "esquerda dos negócios" nacional, porque a outra, a das indignações, fica-se por aí, ão é relevante para o que importa. Ter essa esquerda de recorrer a um homem de noventa anos, resume toda a sua situação. Não há seguro que lhe valha, nem mesmo se for defintivamente estudar anatomia magrebina em Paris.
Enviar um comentário