11.12.13

Cada um em seu lado


 


Da última vez, em 2004, que a "direita" concorreu a umas eleições (também europeias) coligada, foi um desastre. Dias depois Durão Barroso trocava o governo da nação por Bruxelas e entregava-o a Santana Lopes o qual, por sua vez, o devolveu seis anos seguidos, e de mão beijada, a José Sócrates. Para além disto, o PSD acabou por perder eurodeputados para o CDS e não ganhou nada com o exercício. Pelo contrário, em 2009, com Paulo Rangel como cabeça de lista, o PSD sobrepôs-se ao então PS absoluto de Sócrates sem levar os epígonos do dr. Portas às cavalitas. Em Maio, altura em que se realizam as eleições europeias de 2014, o governo e a maioria serão indirectamente "referendados" como aconteceu já nas autárquicas de Setembro. Paulo Rangel não merece a desfeita de ser o principal rosto da coligação nesse "referendo" presumivelmente votado à humilhação. Imagino que só por maldade Passos Coelho o escolhe para encabeçar uma lista improvável com o CDS. O próprio CDS parece desconfortável porque não aceita o argumentário estúpido das "quotas", ou seja, da concessão de um terceiro lugar na lista a uma senhora azul e amarela. Para além disso, tem o seu "bom" primeiro nome na pessoa de Nuno Melo. O melhor é ir cada um para seu lado à semelhança, aliás, do que sucede no governo.

1 comentário:

Zephyrus disse...

O Dr. Portas alimenta a vaidade, o Dr. Mota Soares enaltece a «economia social» -a pobreza que alimenta os empregos e justifica o dinheiro entregue às IPSS's-, o Dr. Lima diz trivialidades, a Dr. Cristas é uma nulidade. De facto, o Professor Cavaco Silva errou no Verão.