28.12.13

Alice e o dr. Passos

Se o tropismo numérico dos 120 mil e dos 20 mil "empregos" se tivesse passado com Guterres, Barroso, Santana Lopes (meu Deus, Santana Lopes!) ou mesmo com Sócrates "dos últimos dias", não teria subsistido a menor complacência. E já estou a descontar as "festas". Mas o momento político é de declinação ronhosa dos livros da Alice, quer "no país das maravilhas", quer "através do espelho". Maria João Avillez, que não é Lewis Carroll, chama-lhe "resiliência" e não pode deixar de admirar um homem que mantém a mesma calma a beber uma bica ou a assistir a um incêndio (ela estava a citar o "pensamemto mágico" de Ricardo Costa diante deste). Eu, modestamente, como o personagem de Carroll, apenas vejo Ninguém vir ao longe na estrada. E, Alice dixit, como seria bom poder ver Ninguém.

4 comentários:

Bruno Gomes disse...

mas, no seu espellho, pode ver sempre um filho da puta

João Vargas Moniz disse...

On the contrary, my friend, thank's God we see Nobody. Because Nobody is also Nothing.

Pintas disse...

http://www.maquinadelavax.blogspot.pt/2013/12/ha-lixo-em-lisboa.html

Rui Moringa disse...

Quem, em seu juízo se interessa por nada. Nada é nada. Essa gente é mesmo vazia de tudo.
Estamos perdidos?!