6.12.13

Uma singularidade governativa

 



 


Escreve Pulido Valente no Público que «a história desta pobre República não esclareceu ainda qual é, de facto, a grande singularidade portuguesa: viver na miséria ou viver de esmolas.» Não é, porém, o caso do actual Governo. As pessoas - esses empecilhos públicos, privados ou reformados, ainda não suficientemente miseráveis ou a viver em absoluto de esmolas - estão sempre no "coração" do Governo. Sempre. É isso que faz a sua "singularidade" liberal e "libertadora".

3 comentários:

amendes disse...

Que há coisas estranhas e inexplicáveis, ele há!

Uma delas: Que tempestade levou este blogue a ficar mais à esquerda do que o Arrastão / Jugular?


Estranho, né!


João Vargas Moniz disse...

Há coisas irresistíveis.
A primeira é de natureza geográfica: quando se olha um planisfério, a Espanha fica à direita de Portugal e a Alemanha à esquerda da Polónia. São relatividades que Deus, a ciência, a cultura e até a sensibilidade e o bom senso explicam.
Ponto.
É por isso que Mandela transcendeu este jogo medíocre em que o país se consome, porque soube ser, entender e dar expressão a uma dimensão superior em que o ser só tem sentido em conjugação com outro (é por isso, também que gostaria de ler umas linhas, ainda que curtas, sobre Frederick Leclerc).
Ou seja, num certo sentido, a vida de Nelson Mandela explica o único sentido que a vida pode ter.
Torna-se por isso lamentável que Portugal se faça representar e se despeça de um dos maiores da Humanidade por um dos mais medíocres e menores da Portugalidade.
Portugal merecia mais.
Meu Deus, que destino, o nosso!

Rui Moringa disse...

Puxa! Sr. Mendes.

Já há muito tempo que leio os textos do Dr. João Gonçalves e não se vislumbra nada de diferente daquilo que é e pensa, no essencial. Creio que ele não precisa de parecer quem não é, à semelhança de muito camaleão que por aí anda.
Para mim é um pragmático social (lá o que isto seja!) com sensibilidade bastante para escrever sobre pensadores e poetas, normalmente homens (H) contrariando a bobinidade actual como escreve. Era relativamente fácil perceber que o João Gonçalves pela forma como escreve não podia dar cobertura Às tropelias desta "rapaziada de plástico" Confesso que não percebo muito bem isso de esquerda e direita.
Interpretando os que aqui se escreve vislumbro social democracia.