
Li no último Expresso uma peça assinada por uma das mais notáveis hagiógrafas do "tempo que faz" em São Bento, Ângela Silva, que, no essencial, "descrevia" as agruras por que o Governo alegadamente terá de passar no primeiro semestre de 2014. Pelo meio, como de costume, a jornalista cita ministros, e "fontes" não identificadas, que cita entre aspas. Um ou uma delas, às tantas, refere-se às relações entre o poder actual e as oposições (partidos, rua, sindicatos, etc.) como uma disputa em que o "mais apto" (sic) triunfará. É claro que para a "fonte" o "mais apto" é o Governo com o seu extraordinário "programa de festas" para 2014. Não é a primeira vez que do Governo brotam estas pérolas "darwinistas" que, à míngua de qualquer "coordenação" política que se veja, transmitem uma ideia simples como as cabeças que a produzem. Com a ajuda preciosa de peças "jornalísticas" similares às de Ângela como se as "vítimas" do semestre que se avizinha não fossem as pessoas, a vida das pessoas, e não esta gente chica-esperta dita "mais apta". «Isto é uma guerra. Estamos em guerra com o tudo o que mexe fora de São Bento excluindo os pavões. Quem não é por nós, é contra nós. Um povo, um Estado mínimo, uma raça mais apta.» É mais ou menos isto, uma história velha sempre prontinha a ser servida fria.
2 comentários:
Às "bestas" não haverá "coisas santas" (do género de Pedro - o Passos Coelho) que os salvem.
São vendilhões do "Templo" sagrado.
Com efeito, para além de outros, o Papa também já "avisou"!
Citar o Expresso é um risco tremendo. Nesse mesmo número (já assinalado por Eduardo Pitta) a notável romancista CFA apaga um bocadinho de História para escrever uma história particular.
O "romance" de Ângela & Outras mostra claramente que a escrita é orientada por outros.
Em tempo, é provável que ela nem sequer compreenda o boneco que ilustra o post.
São tão novinhas.
Adenda.
Portugal está a mudar para melhor. Porquê?
Porque Nicolau Catavento Santos mudou o rumo das suas crónicas.
Trust Me.
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