Foi publicada no "Diário da República" a resolução do Conselho de Ministros que aprovou a chamada "Estratégia de Fomento Industrial para o Crescimento e o Emprego 2014-2020". Fora um ou outro pormenor relacionado com a "narrativa épico-relojoeira" cara ao CDS e uma intrigante "estratégia de crescimento interno" (deve ser o glorioso 1640 "reloaded" pelo senhor vice PM), o documento reproduz ipsis verbis o trabalho levado a cabo por Álvaro Santos Pereira antes de Julho do corrente ano. Todavia, o "conselho da indústria" - que foi instituído pelo antigo ministro da economia e do emprego que convidou um a um os seus membros (vi-o e ouvi-o fazer isso, no gabinete ou no automóvel) - é referido como uma criação do dr. Lima. Sucede que, afinal, o ministro da economia pós-crise Portas limitou-se nestes seis meses a absorver o que lhe foi legado e a aparecer, cá e lá por fora, para prometer para a economia o que os videntes e os curandeiros do show anual de Vilar de Perdizes prometem aos aparvalhados. Mas Lima lá está, sem gravata como os circunstantes, no "conselho da diáspora" - o dos "bons expatriados" - que é, no fundo, mais um presépio de Belém desta feita com uma resma de "reis magos", ao vivo e a cores, que tricotam entre si umas trivialidades sobre o "sucesso" paroquial na véspera de irem todos satisfeitos para casa enfardar sonhos e bacalhau. Os "analistas" sérios (esta dos "sérios" é por causa do "espírito de natal") que espremam bem os seis meses do dr. Lima na Horta Seca e, depois, não se esqueçam de o pôr "ao alto", ou nas palhinhas deitado, consoante as preferências sobretudo depois desta "resolução" heteronímica. É o que há.
2 comentários:
Esse permanente revanchismo contra este governo ( governo que eu de maneira nenhuma aplaudo ) não lhe fica nada bem, dadas as circunstâncias conhecidas. Começa a ser uma obsessão compulsiva e chata, que não me admiraria afastasse muito boa gente do seu blogue, que já foi óptimo. São demasiadas tricas e mexericos, algumas que só quem anda lá pelos corredores do poder entenderá. Depois
Você fica mal na fotografia. Em vez do ressentimento, eu esperaria de si alguma grandeza de alma, e neste tempo de Natal lembraria Cristo, não nas palhinhas, mas na Cruz: "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem".
Um feliz Natal e um novo ano menos deprimente e com um governo a sério ( e sério ).
É o que há. Lá porque te sentes "vergado" por este governo, não te tornes um censor como eles. A existência humana nunca se fez de grandezas de alma, muito menos de santos... isso são histórias da carochinha muitos convenientes para poucos.
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