20.12.13

A melhor sugestão

Os juros da dívida não tremeram significativamente por causa da decisão do Tribunal Constitucional. Bagão Félix, um tipo insuspeito, produziu a melhor sugestão que, se o bom senso abundasse em vez do temor reverencial perante terceiros, evitaria a tradicional "vingança" para cima das pessoas sob a forma de impostos. «Um erro não se corrige com outro e repetido erro. 388M€ são apenas 0,25% do PIB. Há uma saída lógica que é a de passar o défice de 4% para 4,25%. Alguém achará que o tão invocado mercado se alterará por causa desta diferença? Se a troika este ano aceitou que o défice passasse de 3% (cf. memorando inicial) para 4,5% e finalmente para 5,5%, por que não aceitaria esta situação? Aliás, basta aplicar em dose reduzida ao OE 2014 o que C. Lagarde disse quanto à excessiva velocidade dos programas de ajustamentos orçamentais.» Até um analfabeto político simples percebe o que Bagão está dizer quanto mais as pessoas que tratam destas coisas no Governo.

2 comentários:

António Silva disse...

O problema vão ser os desvios orçamentais, que já devem estar devidamente "ponderados". Por outro lado, há uma "lista de espera" de novos impostos e taxas ecológicas que não pode esperar muito mais, senão... lá se vai a "confiança dos mercados"... Afinal, tudo isto é espectáculo.... the show must go on...

c.f. disse...

A comissão de credores já disse que não altera.
A questão não é, bem entendido, os 0,25%. A comissão de credores é que já entendeu que só mudamos forçados e está dizer que a paciência está a esgotar-se. E que não demorará muito que a deferência que até agora tiveram para connosco seja substituída pela sem cerimónia (merecida) com que tratam os gregos.