Segundo a articulista Vanessa Rato, do Público, a "cultura" no ano da graça de 2013 foi o "caso Crivelli", a dietazinha mediterrânica, a Rua da Sofia e o extraordinário dr. Barreto Xavier (e a Joaninha, já agora). Aliás, a prosa dedicada a Xavier resume eloquentemente o estado da arte que ele, por sua vez, resume com a sua presença "joanavasconceliana" - não menos eloquente como o famigerado cacilheiro que parece estar como que embargado em Veneza - em todos os "eventos" nos quais possa aparecer "colado" ao senhor PM ou ao senhor PR (o que me matéria cultural vai dar ao mesmo). «Quando tomou posse, em Outubro de 2012, Jorge Barreto Xavier foi recebido com algum alívio por agentes que com ele se foram cruzando ao longo de um percurso de quase três décadas. Depois de uma subida degrau a degrau, da base ao topo, o novo secretário de Estado perfilava-se como um profissional com bom conhecimento do terreno, ambicioso, com capacidade de diálogo, de gestão, execução e, até, algum músculo político. Não quer dizer que houvesse grandes expectativas: na ressaca de um biénio de cortes drásticos, bastava a ideia de que, com ele, talvez o naufrágio não fosse total. Por então, havia no entanto também muitos agentes – demasiados (e são cada vez mais) – para quem parecia já irrelevante quem ocupava o cargo. Para estes, a questão era o que poderia fosse quem fosse face a uma tão dramática descapitalização e desestruturação sectorial. Ficará por saber o que poderia outro.» Fica mesmo.
1 comentário:
Sempre "culturizou" algum benefício para os amigos e certamente foi na condição de haver divisão de benefícios; isto é: «metade para mim..., metade para ti...», bem ao jeito da "carraça" que sempre foi e continua a ser.
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