
Octávio dos Santos, que o traduziu, recorda aqui o aniversário de Lord Alfred Tennyson. Há um poema dele de que muito gosto, Ulisses, que epigrafa adequadamente o tempo que passa, o meu tempo que passa, sempre um tempo perdido. Tal como o "homem sem qualidades", de Musil - não era bem assim, mas -, este é um país a caminho de se tornar numa pátria sem qualidades. A raça famosamente não se recomenda, as "elites" nem para bater claras em castelo servem, o que resta do "Estado" vai ser desmantelado menos no que interesse às sinecuras "externas", a "sociedade civil", essa velha prostituta que não sobrevive sem ele por causa das sinecuras, é uma pobre mula sem cabeça, a "cultura" não passa de uma mistificação que gira por entre capelas, a "escola" do prof. Crato, esse grande campeão nacional contra o "eduquês", transformou-se num amontoado burocrático que prepara analfabetos simples e funcionais e, por fim, o Presidente da República revolucionou simbolicamente os poderes e a autoridade de qualquer monarquia europeia ou, mesmo, africana. Em suma, quem puder sair deste charco, não hesite. E siga os versos de Tennyson que é como quem diz, Ulisses.
Though much is taken, much abides; and though
We are not now that strength which in old days
Moved earth and heaven; that which we are, we are;
One equal temper of heroic hearts,
Made weak by time and fate, but strong in will
To strive, to seek, to find, and not to yield.
1 comentário:
Só hoje vi. Obrigado, João.
Enviar um comentário