Não vale a pena armar nenhum psicodrama por causa da decisão do Tribunal Constitucional. Era expectável. O Tribunal não tem de fazer contas nem "ajudar" a promover a "reforma do Estado" a qual, aliás, se tem traduzido em puros movimentos de tesouraria e de contabilidade e em pouco de "estrutural". Nem sequer se lhe pede que exiba um "pensamento" acerca da dita "reforma". Essa é uma tarefa política que cabe aos órgãos eleitos e seus derivados. E, nessa matéria, apenas se conhece uma carta cheia de números enviada à chamada "troika" e um "guião" fantasma que pairará na magnífica cabeça do senhor vice primeiro-ministro. O mais próximo de "reformas" que vi nestes dois anos veio de pessoas que já nem sequer pertencem ao Governo. Até um ministro competente como Paulo Macedo "reformou" cortando, e cortou "reformando". O programa não escrito do Governo assumiu muito cedo coisas do lado da despesa e da receita que não constavam do escrito para "apressar" o chamado "ajustamento". Se esse programa não escrito tivesse corrido bem, decerto que o dr. Gaspar não teria regressado já ao Banco de Portugal. Ora não é fácil nem bonito "alcatroar" as pessoas à conta de mostrar serviço rápido e eficaz a terceiros que, naturalmente, a seguir esperam mais "alcatrão" para cima das pessoas. Para citar outro governanante respeitável, não colhe persistir em meter o Rossio na Betesga ou disparar "culpas" para cima disto ou daquilo. O cumprimento das "metas" do orçamento em vigor fica mais difícil? A elaboração do seguinte também? Talvez, mas a política serve precisamente para fazer política, mesmo orçamental, que é o que se costuma fazer nestas ocasiões. Se se pensa que é tudo resumível à mercearia e à ominosa Constituição que não "compreende" a mercearia, então alguém está equivocado. As coisas são o que são.
2 comentários:
Com brilhante simplicidade, o João Gonçalves explica como as coisas são. Os senhores governantes e candidatos a governantes deviam guardsr este post para o lerem de vez em quando. Nem que seja apenas nas férias.
No meio desta intrujice toda patrocinada por um governo que ainda hoje não explicaram aos portugueses aquilo que negociaram com a troika às escondidas,a minha curiosidade vai saber onde vai este governo encaixar essa figura menor que dá pelo nome de moreira da silva
ps. o pm desde que ficou "órfão" ainda consegue ser mais idiota,algum assessor que lhe explique que as decisões do tribunal não são para ver o que se pode fazer,são para cumprir e ponto final,se não gosta da constituição que está em vigor e que jurou defender só tem que propor nova na AR
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