16.9.14

Para quê?


 


«Há menos editoras, menos livrarias e vendem-se menos livros em Portugal. Estudo encomendado pela APEL demonstra a queda que o mercado livreiro tem sofrido em Portugal. APEL espera que a mudança se possa fazer. João Alvim, presidente da APEL, diz que a associação sozinha "nunca poderá fazer nada". “Este estudo traz a evidência das dificuldades do sector, já não há forma de fugir a esta evidência”, diz Alvim, que encomendou o estudo depois de ano passado vários livreiros se terem manifestado, queixando-se de concorrência desleal por parte de grandes superfícies como a FNAC e a Bertrand. “Vai permitir-nos chegar mais longe, foram detectadas as fragilidades e por isso agora temos de começar a pensar em conjunto como agir”, acrescenta Alvim, que conta entregar em breve estas conclusões ao secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.» Para quê, logo a esse pobre diabo sem ventura?

2 comentários:

Quirguiz disse...

Há dias, na FNAC, duas edições diferentes de "A Guerra que acabou com a Paz" de Margaret MacMillan. Uma em inglês, paperback, custava cerca de 15 Euros. Em Português, capa dura (e pomposa), 27 €. Não consultei a tiragem de cada uma das edições, mas ainda que se justifique algo nesse capítulo, fico com a sensação que também é por aqui, por termos um mercado do livro demasiado feito para a estante e menos para quem quer ler.

Vasco disse...

Nunca mais comprei livros em Português desde que introduziram o Acordo. É bem feito. Eis um brinde à falência a todas as chafaricas cobardes que o adoptaram.