As propostas de António José Seguro relativas à "higiene" do sistema político - designadamente a redução do número de deputados paralela a um novo sistema eleitoral, a obrigatoriedade de respeitar um período de "nojo" entre funções públicas e mergulhos apressados em áreas negociais ligadas a sectores por onde se exerceram essas funções ou o conhecimento de todas a fontes de rendimento do agente político para além das que resultam da actividade política - foram recebidas pelo dito sistema com previsível acrimónia. Sobretudo pelos "camaradas" do partido de Seguro que "garantem" a manutenção do sistema e que, certamente por mera coincidência, andam a dar à cauda atrás do dr. Costa. É o caso do dr. Lacão que, enquanto ministro dos assuntos parlamentares (não foi assim há tanto tempo), defendia a redução da deputação para o número "mágico" de 180 e agora surgiu indignado nos corredores da A.R. onde, ao lado de grande parte dos deputados do PS, se "especializou" em combater o secretário-geral do seu partido dê lá por onde der e no que der. "A ocasião faz o Lacão", como sugeriu, um dia, António Guterres. Não se enganava. Aliás, esta é a questão de fundo que conduziu, também, à emergência de Costa. Esta gente, entre o destrambelhado e o profissionalmente oportunista que constitui o grosso do grupo parlamentar do PS "herdado" por Seguro de Sócrates, sabe que será adequadamente varrida em 2015 se o secretário-geral se mantiver. Agarram-se agora a Costa como gato a bofe - e Deus sabe o que o próprio Costa não pensará de muitos deles - por pura necessidade de auto-preservação. São o que são.
1 comentário:
Muito boa noite.
Permita que assine por baixo.
António Cabral
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