Num lanchinho qualquer por cá, o dr. Horta Osório - que preside, no estrangeiro, a um banco estrangeiro - falou abundantemente sobre o "Novo Banco" e o seu colega Stock da Cunha. Deste afirmou que vinha com "enorme sacrifício pessoal" (sic) e como que lhe ditou a "carta de missão" para as novas funções. Parecia o verdadeiro governador do Banco de Portugal.
3 comentários:
Permita-me dar nova roupagem a dois apontamentos.
O senhor Stock da Cunha não é colega, é subordinado.
O senhor Horta Osório de momento não tem tempo para ser Governador do BP, já o é do RBS conforme mostraram nas notas de 5 libras escocesas.
Quem dera que fosse!
O que ele está a fazer quando diz que vão haver perdas no NovoBanco- e o que o Ulrich já fez quando afirmou que «o NovoBanco não vale 4 mil milhões» é a estabelecer um "preço âncora".
Suponha que entra um aparelho novo no mercado, por ex. um gravador caseiro de discos de vinil. Quanto custa 500, 1000 ou 5000? Quando alguém nos diz pela primeira vez que o aparelho custa à volta de 750, no futuro, todos os preços acima disso serão caros e abaixo vamos achar baratos.
Assim, se pegar num qualquer banco, deitar fora os créditos problemáticos e criar um outro banco só com os activos «bons», e tendo em conta a dimensão do antigo BES, é lógico que vale mais de 4 mil milhões.
Como são matérias de certa complexidade, e como quem não sabe avaliar activos tem uma certa dificuldade em estabelecer um preço de referência, estes tipos da banca querem ser os primeiros a estabelecer um preço âncora baixinho, quer para eles tentarem comprá-lo mais tarde, ou então para "oferecerem" aos seus maiores clientes um activo com valor por uma preço ridículo. Um pouco como o «quem desdenha quer comprar».
E assim se começa a fazer o lançamento da factura que o contribuinte vai pagar dentro de uns mesinhos.
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