22.9.14

Inconsequência


 


O dr. Passos, por enquanto, já se viu livre da "Tecnoforma". Não estava em regime de exclusividade entre 1997 e 1999, como deputado, pelo que podia auferir o que lhe desse, ou lhe dessem, na gana. Do que o dr. Passos não se viu livre, nem vai ver pelos vistos tão cedo, é da inconsequência em que aparentemente o seu governo mergulhou, entalado entre o calendário eleitoral (o seu, o do PSD, o do CDS e não necessariamente por esta ordem) e o presumível "renascimento" do PS em poucos meses seja lá com quem for. Esta semana ainda podem asneirar à vontade porque os drs. Seguro e Costa se encarregam das festividades. Ou pedir mais desculpas. Ou nada que é, de facto, o mais sensato.


 


Adenda: Não diga nada, a sério. Sobretudo não improvise. A dimensão sináptica, tal como nas salsichas, conta.

3 comentários:

Diniz de Magalhães disse...

Jamais esquecerei, no momento de votar, que fui enganado por Pedro Passos Coelho (com a conivência de toda a sua "maralha"), não obstante ser militante do PSD.
Em síntese: Pedro Passos Coelho transmitiu a "esperança" de limpar o panorama político e condenar os malfeitores que o antecederam!  GRANDE MENTIRA (se quiser, leia burla politica).


P.S., para além de militante PSD, fui (porque, desgostoso, ABANDONEI) Funcionário Público (Enfermeiro).


FUI LUDIBRIADO.

Diogo disse...

Um post demasiado soft.
Talvez que os crimes de Passos Coelho tenham prescrito na opinião de certos juízes (estou-me a lembrar do Padrinho Corleone ser acusado pelos outros padrinhos de ter os juízes todos no bolso e não os querer partilhar).

Mas não prescrevem aos olhos dos cidadãos. Isto irá continuar até que uma percentagem significativa da população acorde de vez e compreenda que;tem de ser ela mesma (a população) a proceder à verdadeira justiça.

Já não é segredo para ninguém que as populações, graças à violência de uma Máfia Financeira, estão hoje a ser conduzidas ao empobrecimento, à precariedade, ao desemprego, ao desespero, às pensões de miséria, à doença, à fome, ao suicídio e à morte.

E é forçoso perceber que os poderes que nos deveriam defender – o Executivo, o Legislativo, o Judicial e o Mediático –;estão de corpo e alma nas mãos de uma Máfia Financeira. (com a Justiça (aquela que não está igualmente a soldo) e a Polícia de mãos atadas graças a uma legislação confeccionada à medida dos interesses dessa Máfia)

Os habitantes de um bairro nova-iorquino;que se juntam para aniquilar um bando mafioso;(que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais),estão a utilizar a violência de uma forma justa.

Permitir, de braços cruzados, em nome de um pacifismo «politicamente correcto», que crimes que destroem países inteiros sejam perpetrados por máfias financeiras coadjuvadas por políticos corruptos, legisladores e juízes venais e comentadores mediáticos a soldo;isso sim, é um crime

Fernando Ferreira disse...

Caríssimo João, sempre em sintonia consigo, arrisco prever que esta legislatura 2011/5 ficará conhecida pelo apodo d'«O Grande Inconseguimento»; e muito dificilmente nos livraremos de pelo menos mais duas delas só com o PS no papel de protagonista: na Presidência, no Governo e na Assembleia (sem esquecer as autarquias)...