24.9.14

Política à portuguesa


 


Ontem foi um dia mau para a "política à portuguesa". O chefe do governo entrou no fatal "circuito das suspeitas" (é uma "lateral" praticamente incontornável à do "circuito da carne assada") do qual - já se percebeu - não o vão deixar sair facilmente. A ministra da justiça, numa prestação menor no parlamento, "reduziu" a sua gloriosa "reforma" a uma precária e velhinha folha Excel quando a Justiça constitui um dos pilares aferidores da qualidade da vida de uma democracia liberal. E os dois candidatos às primárias do PS protagonizaram o pior, no sentido de pequenino, dos três debates televisivos o que, com certeza, afastará - fora o resto - muitos dos potenciais votantes de domingo à semelhança do que já tinha acontecido na escolha para as federações. Qualquer deles vai a caminho de uma vitoriazinha, agora, e de outra que tal em 2015. E merecemos melhor?

1 comentário:

Diogo disse...

Se merecemos melhor? Claro que sim!

Basta entender a fraude, caçar os criminosos e justiçá-los (com as nossas mãos, não recorrendo às leis e aos tribunais):

Parecendo pertencer a ideologias diferentes, esta escumalha faz parte de um único partido – um aparelho que está ao serviço da Banca Internacional (que, mais tarde, lhes garantirá um esplêndido tacho numa das suas agências).

Chris Gupta: "A constituição de uma «Democracia Representativa» "consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta... "

Não sendo mentecaptos nem ingénuos, estes canalhas da "governação", que premeditadamente atiram milhões de pessoas para a miséria e muitos outros milhares para o suicídio, podem e devem ser considerados assassinos encartados.

E na falta de uma justiça digna desse nome – seja porque a legislação é cozinhada por poderosos escritórios de advogados (a soldo do Grande Dinheiro), e de juízes cuja independência não passa de uma fantasia (algum juiz que se insubordine vai corrido para a comarca de Trancoso) – a justiça tem de ser feita diretamente pelos cidadãos.

Quanto mais demorar essa justiça, maior a penúria que assolará o país. De que é que estamos à espera para agir? Ou aceitamos todos continuar a marchar bovinamente para o matadouro enquanto uma escória que merece mil mortes continua a encher pornograficamente os bolsos – e sobretudo os bolsos daqueles a quem servilmente prestam vassalagem?