
Segundo alguém em Bruxelas, a "Europa" terá "suspirado de alívio" com os resultados do referendo na Escócia. De facto, a derrota dos independentistas representa sobretudo sossego - a paz dos cemitérios como diria o Marquês de Posa, no Don Carlos de Verdi, a Felipe, o "dono" de um império no qual o sol nunca se punha - para a "Europa" funcionária e politicamente inepta em vigor. Os nulos Conselhos Europeus podem continuar a ser nulos, o Parlamento pode continuar a fazer de conta que "fiscaliza" e a Comissão pode, sob a batuta de Juncker, um Barroso ligeiramente mais sofisticado e simpático, continuar a florescer na sua insignificância. O sr. Cameron - que se assustou nos últimos dias antes do referendo e que teve de recorrer aos "dotes" oratórios do criador-sombra do idiota Blair, o sr. Brown - mais dia menos dia terá de fazer a consulta fatal: saber se o seu querido Reino Reunido pretende ficar na "Europa". Ganhou, no fundo, o "sistema" com o qual os media alinharam sem rebuço e com a mesma palonça alegria com que passam a vida a celebrar a sua suposta "independência". Com "vitórias" destas, a "Europa" há-de ir muito longe.
7 comentários:
Não podia estar mais de acordo, nem dizer melhor. Parabéns pela lucidez.
Tem piada. Está sempre toda a gente contra os egoísmos nacionais, mas agora têm pena que o Não tenha ganho, quando os motivos dos independentistas escoceses são puramente egoístas também. Querem ficar com a totalidade das receitas do petróleo esquecendo que são os recursos do Reino Unido que permitem extraí-lo.
De resto, seria útil que fosse tornado publico quais foram as multinacionais petrolíferas a financiar o SNP para mais facilmente meterem a mão no petróleo e deixarem a BP fora de jogo. Ou pensa que por detrás do Salmond não há também cifrões? Não, era "só" coração.
E, nem de propósito, o Sean Connery (tal como o Alan Cumming e outros) é bem o símbolo do mito que é independentismo escocês, pois al se apanhoy com dinheiro bazou da Escócia para fora. Mas quer o país independente à força e depois quem lá vive é que se lixa.
A Escócia nunca colocou a hipótese de sair da UE. E a Galiza, a Catalunha...ninguém quer sair da EU. É o contrário. Os povos gostam da capa protectora da UE
http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/sob-a-capa-protectora-da-uniao-europeia-1059170
Foi mau, mesmo muito mau pelo menos para a TVI que apostou tudo no Yes.
O ar triste do correspondente lá no sítio metia dó.
Estava a ver que voltavam a entrevistar o português de ontem que ia votar, SIM.
Estava mais a pensar ma "maioria" comunicacional pello "não", parecia que tinham todos estudado pela mesma cartilha, a dos ceguinhos únicos de Bruxelas. Mas este exemplo também serve.
Meu caro João Gonçalves
Partilho consigo o meu total desprezo pelos burocratas de Bruxelas e por esta espécie de União Soviética que nos vai (des)governando. No entanto não acho que seja pela pulverização da Europa que lá chegamos. O sim na Escócia seria o sinal de arranque para todos nacionalismos palonços cujas consequências seriam sempre imprevisíveis. Eu vou mais pelo referendo na Grã Bretanha que mais tarde ou mais cedo o Cameron vai ser obrigado a fazer.
Enviar um comentário