
Um jornal, o Correio da Manhã, faz manchete com a circunstância de Vítor Bento se ter reformado com a pensão bruta de x aos 60 anos. E que o pedido de reforma fora efectuado antes da "aventura" BES. Não adianta ir por aí. O regime, do topo às "elites" intermédias, não tem por que se queixar. Quase toda a gente se aposentou ou reformou antes do prazo canónico, quase toda a gente aproveitou as "possibilidadess" que a lei lhe oferecia designadamente com pensões correspondentes aos cargos que exerciam na altura de sair e não o que resultaria da sua "carreira" normal, quase toda a gente acumulou a "aposentadoria" com outras coisas, quase toda a gente se empregou ou foi empregada, depois, por "amigos" aqui ou lá fora, ou "estabeleceu-se" sozinho graças ao telefone que toca sempre as vezes que forem precisas. Só quem, por necessidade ou impossibilidade, não pode ver-se livre "disto" é que fica para trás a remoer o "tempo perdido", e a sua progressiva miséria, e a assistir indemne ao "videirismo" alheio. Vítor Bento, uma vez mais, não constitui excepção. Até o PR preferiu somar pensões a receber republicanamente o seu vencimento institucional como servidor público. Mas, de facto, hoje só um impotente ou um idiota, ou as duas coisas em "acumulação", aceita ser servidor público ou priivado em Portugal à espera que chegue a sua hora legal ou a da providência divina. Ámen.
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