
No segundo debate com o secretário-geral do PS, António Costa foi ao cofre "socrático" e "mandou" comparar o "compromisso" de Seguro com o programa eleitoral de 2009 do antigo primeiro-ministro. Nessa altura, Costa já não estava no governo mas era o "número 2" de Sócrates no partido. Chegou à conclusão, ou o funcionário dele por ele, que desse programa o "compromisso" do outro só se diferenciava em seis medidas e meia (serão oitenta, parece-me). Dito de outra forma, Costa comprometeu-se e distanciou-se de duas coisas em que esteve envolvido: do programa de 2009 (ele foi o autor da moção de Sócrates no congresso de Fevereiro de 2009) e do "compromisso" de Seguro uma vez que esteve e falou na FIL quando as "oitenta" medidas foram apresentadas e não consta que tenha feito ali qualquer reparo. Muito menos setenta e três reparos e meio. A dissimulação, enquanto programa de vida política ou de festas, é poucochinho.
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