3.9.14

Não dar uma para a caixa


 


Poiares Maduro foi falar na "universidade de Verão" do PSD. Não foi bem "falar". Foi emitir propaganda reles e - como aprendeu depressa! - revelou uma clara tendência para a já tradicional relação difícil com a verdade, uma irreprimível característica dos do métier. Segundo Maduro, mais do que reduzir salários e pensões, o governo reduziu consumos intermédios. Ele saberá do que é que está a falar quando usa o termo "consumos intermédios"? Ou "salários e pensões"? Ele conhece alguma coisa da chamada "vida material" das pessoas ditas normais? Do Estado? Do país, no fundo? Depois passou para as "reformas" que é uma espécie de "Ambrósio, apetece-me algo" do governo. «Em Portugal tendemos a cair nas soluções simplistas, que é uma pura questão de reforma do sistema eleitoral. Não é, é muito mais ampla que isso, é uma questão de cultura política", sublinhou, defendeu uma "reflexão alargada", que abranja também a questão da qualificação e capacitação da classe política e do funcionamento das instituições políticas.» Pois é, prof. Maduro. Por que é que não começa por si? Ainda não deu uma para caixa.

2 comentários:

Carlos Vargas disse...

Magnífica síntese. Poiares Maduro é uma ilustre nulidade. A quantidade de trapalhadas confrangedoras que debita nos media fazem-me sentir saudades dos 'briefings' do Lomba. Ao menos eram divertidos. Maduro improvisa mentiras e juízos irracionais a um ritmo estonteante. Fala sobre tudo e não acerta em nada. O professor universitário que Passos foi desencantar a Florença para tentar redimir-se do caso Relvas é uma espécie de passe-vite, capaz de transformar qualquer ideia em massa de croquete. Com todos os défices curriculares, Relvas era menos pedante. E errava muito menos. 

fado alexandrino disse...

Coitado, perdeu o primeiro lugar para


" deputada do PSD Mónica Ferro classificou hoje as execuções de jornalistas pelo Estado Islâmico (EI) como uma "forma típica de terror", adiantando ter julgado que a segunda execução seria de uma mulher ou uma execução cometida por uma mulher.

"Ontem apostava com um colega que a segunda execução seria ou de uma mulher ou uma execução cometida por uma mulher, porque não foi por acaso que tivemos uma execução em direto e que a execução é feita com um europeu, com sotaque europeu, é claramente uma mensagem que é mandada e se repararem o Reino Unido subiu o estado de alerta em relação às ameaças terroristas", afirmou Mónica Ferro, durante uma 'aula' na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide até domingo "