16.2.12

Feitios

Cruzei-me com a comitiva do Senhor Presidente da República, de manhã, quando aquela aparentemente se dirigia para a escola António Arroio. Digo aparentemente porque tinha lido que o PR ia lá hoje de manhã. Qual não foi o meu espanto quando se veio a saber que um "impedimento" desviou a comitiva do destino final da viagem, a dita António Arroio. Parece que se preparava uma manifestação de meninos e meninas - a Arroio tem vocação "artística". Não quero estabelecer qualquer relação de causa/efeito entre o "impedimento" e o número de circo. Todavia ocorreu-me que porventura com Eanes ou Soares não teria havido "impedimento" nenhum e que qualquer deles teria cumprido a sua agenda sem a menor tergiversação. Feitios.

6 comentários:

Anónimo disse...

Pois, o problema está na "vocação" da escola...

Vasco disse...

Não é feitio - é defeito. Estou à vontade para dizer isto porque nunca votei nele (e aliás, se não fosse Manuel Alegre, ninguém tinha votado nele nas últimas eleições): Cavaco foi desde o início um péssimo PR. Lento, hesitante, obscuro, paternalista e por vezes patético (ex: não haver presentes em Belém por causa da crise - supinamente ridículo e se calhar mesmo um insulto). Não serve e nunca serviu. E isto são observações concretas - não nutro nem simpatia ou antipatia pela pessoa, nem o julgo por exemplos anteriores.

APC disse...

É isto que definitivamente os separa, caro JG - coragem e frontalidade perante situações
incómodas e dificeis. É também este PR que me separa das suas opiniões muitas vezes elogiosas à sua magistratura. Quanto ao resto, quase sempre de acordo,como sabe.

Antonio Saraiva disse...

Olhe que não ... olhe que não!

observador disse...

Já começo a entender o outro que dizia "Quando me falam em Cultura, saco da pistola!".

De facto a Pena vence a espada.

Já agora, com a sequência Sócrates, Cavaco e Passos, com os seus respectivos apaniguados, este País caiu na "Tempestade desastrosa perfeita".

PS - Eu sempre o avisei que aprovar leis com recados não é método ..

Nuno Castelo-Branco disse...

O pior de tudo é que dada a nossa triste experiência, ninguém poderá garantir que uns certos tiros em 1976 não fossem de pólvora seca (Eanes) e um estaladão não fossem truques encomendados para eleitor ver. É indecente esta suposição? Claro que é, mas intencional. Há provas? Claro que não. De qualquer forma, gostaria de saber se eles, todos eles, seriam suficientemente Donas Amélias para em caso de tentativa de "presidenticídio" reagirem, vergastando os assassinos com um ramo de rosas. Coisa espinhosa, esta. Se nem a uma escola vão quanto mais...?