
«Enquanto em Portugal tanto iluminado de "esquerda" quer mandar prender o Graça Moura no Brasil há quem ponha os pontos nos iis no negócio do Acordo», como diz a Ana Cristina Leonardo, designadamente quem considere que «o acordo ortográfico é um aleijão.»
Adenda (do editorial de hoje do Jornal de Angola, um dos países que não subscreveu o AO): «O português falado em Angola tem características específicas e varia de província para província. Tem uma beleza única e uma riqueza inestimável para os angolanos mas também para todos os falantes. Tal como o português que é falado no Alentejo, em Salvador da Baía ou em Inhambane tem características únicas. Todos devemos preservar essas diferenças e dá-las a conhecer no espaço da CPLP. A escrita é “contaminada” pela linguagem coloquial, mas as regras gramaticais, não. Se o étimo latino impõe uma grafia, não é aceitável que através de um qualquer acordo ela seja simplesmente ignorada. Nada o justifica. Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes do mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras.»
5 comentários:
Dois apontamentos lúcidos, sim, senhor.
O Professor Paulo Franchetti diz tudo, tudo, tudo, caro João...
Não é necessário ninguém dizer mais nada...
Só divulgar o artigo pelo povo...
Cumps
Muito bem. subscrevo inteiramente. De que estamos à espera para acabar com esta fantochada do AO?
Meu Deus, será que começa a haver esperança de nos livrarmos do "aleijão"?6
Até Angola já nos dá lições de português. Fantástico.
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