
Como escrevi aqui, salvo em documentos oficiais porque a "aparelhagem" já foi formatada (e, mesmo nesses, escrevo o português que aprendi apesar do "erro" qua a máquina cega assinala), nunca aplicarei o acordo ortográfico. Por isso aplaudo a decisão de Vasco Graça Moura que, aparentemente, foi mais longe e mandou retirar a coisa dos computadores do CCB. Pelo menos do dele. E continuará, como agente cultural e como intelectual com responsabilidades institucionais, a honrar a língua portuguesa. Louvo-o, dr. Graça Moura, pela sua coragem em não trair o português e por se bater contra a "uniformização".
Adenda: Boas escolhas para o conselho directivo do CCB, entre as quais o Paolo Pinamonti e o António Lagarto.
10 comentários:
Felicito Vasco Graça Moura pela sua resolução. Entendo, mais, que tratando-se o Acordo Ortográfico de um crime de lesa-pátria, aceite ainda no anterior Governo, o prof . Malaca Casteleiro e os seus correligionários deveriam ser presos, julgados e naturalmente condenados e metidos na cadeia pelo atentado cometido contra a língua portuguesa, que é um dos elementos da soberania nacional.
Utilizando as palavras hoje proferidas pelo primeiro ministro: uma nação com amor-próprio não anda de mão estendida.... a deitar fora a sua ortografia, parte da sua língua, da sua cultura, da sua identidade e dignidade.
VGM tomou a única posição que lhe competia devido à sua posição em relação a esta porcaria de Acordo Ortográfico. Revelou coragem que tem faltado a muita gente, foi coerente e acima de tudo um patriota, porque a língua de uma nação é tão importante como o seu espaço territorial , indissociável .
Respeitinho, Dr. Gonçalves. Sempre o respeitinho.
Parabéns Dr. Graça e Moura. Eram precisos muitos com a mesma atitude para acabarmos de vez com esta VERGONHA do acordo ortográfico. Ainda tenho alguma esperança que algum Governo que não esteja vendido a quaisquer interesses que não se compreendem tenha os "cojones" necessários para colocar tudo no lugar e voltar atrás com este atentado à LÍNGUA PORTUGUESA e a PORTUGAL!
Apoiado incondicionalmente.
Continuo a escrever à antiga. Porque para mim um facto será sempre um facto e não um fato. Foi assim que aprendi e assim que continuarei a escrever. Mesmo com erros.
Bravo aos bravos resistentes!Até os alunos se indignam com o acordo abortográfico.m
Tila, embora também eu não concorde com vários disparates do acordo ortográfico, facto continua a escrever-se com c, uma vez que se pronuncia.
Meras questões retóricas: o sr Pinamonti não é português, pois não? Havia necessidade?
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