Vai aparecer no Parlamento a questão da adopção por casais do mesmo sexo. Não é prioritária mas talvez mereça alguma atenção por razões sócio- económicas e culturais mais ou menos evidentes. Parece que o PS dará liberdade de voto aos seus deputados - julgo que o PSD e o CDS deviam fazer o mesmo - o que representa um "avanço" em relação ao passado recente. O deputado Silva Pereira, porém, deve votar contra. Quando era ministro e se opunha à referida possibilidade, aduziu como extraordinário argumento que «as condições sociais não favorecem o desenvolvimento da criança nem a sua inclusão social.» Enfim. Defendo, sem hesitações, a adopção seja por quem for que prove ter condições para melhorar a vida de crianças que estariam bem pior sem essa possibilidade. Os conceitos de "pai" e de mãe" estão há muito destruídos nos arquivos dos tribunais de família. Seria cruel impedir a hipótese de felicidade de uma criança por causa de meras falácias ou tiradas tolas como a citada.
2 comentários:
Nem mais. Parabens pela concisão certeira.
Convém recordar a maneira ardilosa como a primeira lei foi aprovada e discutida, sempre com o cuidado de esconder delicadamente esta lei que já se sabia vir a seguir. Deve ser uma espécie de dor de consciência, ou simplesmente, sinónimo de gente pouco séria e nada recomendável.
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