
Da entrevista do Nuno Ramos de Almeida a Manuel António Pina no i:
«Eu sou uma pessoa que atira as mãos para a frente. O meu cepticismo é mais em relação ao ser humano e sobretudo em relação a todos os tipos de optimismo. Às vezes inverto aquela máxima e digo que o optimista é um pessimista mal informado. Eu sujo as mãos, mas faço-o descomprometidamente.»
«Em relação ao jornalismo, quando observamos a nossa galáxia, percebemos que é uma entre milhões, que o nosso sistema está num braço modesto da galáxia e que o nosso planeta se encontra entre biliões de outros. Esta normalidade dá-me uma sensação de imensa paz, porque me permite relativizar-me a mim e aos meus problemas. Aprendi com os grandes tipógrafos, às vezes estava na chefia de redacção cheio de problemas com os títulos e eles diziam--me: “Não se preocupe que amanhã isto é para embrulhar o peixe.” A dimensão do infinitamente grande e do infinitamente pequeno dá-nos a consciência de que tudo é para embrulhar peixe.»
«O dinheiro do Prémio Camões não o dava a ninguém, mas o prémio partilhava-o com toda a gente, com quem quiser. Entrego já a glória daquela merda.»
«Os políticos tratam-me sempre bem. São umas putas velhas.»
«Voltando à vaca fria, isto visto, já não digo de Alfa do Centauro mas da Lua, é completamente risível.»
1 comentário:
Este crapula ainda tem a distiinta lata de falar em "dar a merda"...
quer dizer: Anda a (andou) a comer à custa da merda... que lhe faça bom proveito!
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