O Senhor Presidente da República usou cinco minutos do seu mandato - não sabemos se terá sido tão parco na recente despedida de dois dos seus consultores - para anunciar a data das europeias e recomendar beatitude e morigeração aos partidos na disputa eleitoral. Sugeriu que se pensasse na Europa e frisou que, apesar de doméstico, o escrutínio visa apenas escolher deputados europeus. Quando muito, disse, pode haver um bocadinho de debate "pós-troika" como se, de facto, alguma vez nos próximos anos houvesse outro cenário a não ser o imperativo categórico austeritário. Aliás, a Senhora Merkel não espera outra coisa desta maravilhosa periferia «sem uma política externa própria e activa» (estou a citar Medeiros Ferreira a partir do livro que devia ser de leitura obrigatória dos candidatos do 25 de Maio:«sem uma política externa própria e activa não haverá condições para a atracção do capital nesta faixa ocidental da Península Ibérica» - Não Há Mapa Cor-De-Rosa -, o que nada tem a ver com a constante deglutição de fusos horários pelo senhor vice PM a bem das "exportações"). Dito isto, as eleições europeias também são, ou sobretudo são, eleições nacionais adversariais, sem caminhos únicos, como se verá um pouco por todo o lado. Aqui também.
Sem comentários:
Enviar um comentário