23.3.14

Orgulhos


 


Ontem, no programa de Ana Aranha, No Limte da Dor, o testemunho de Maria Custódia Chibante. No final, à pergunta sobre o que tinha ficado (o que lhe tinha ficado), disse que se sentia orgulhosa por ter feito o que fez, ou seja, ter suportado a tortura, não ter falado. Daqui a uns anos, quando perguntarem a muitas das presentes (e futuras) "elites" político-partidárias de que é se podem orgulhar, o é que irão responder? Que se orgulham de terem"ajudado" o país por muito se terem sentado e levantado no parlamento quando lhes mandaram? Que se orgulham de terem "ajudado" o país saltitando dali para governos e de governos para empresas e negócios? Que se orgulham de terem "ajudado" o país porque se serviram do "Estado máximo" dos últimos trinta e tal anos para o reduzir a "mínimo" a bem de "interesses" inconspícuos e nunca públicos ou colectivos? Ou porque, tudo somado, nunca tiveram verdadeiramente uma biografia que "orgulhe" a Cidade?

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